
Depois do CD “Estudando o samba” (1976) e do mais recente “Estudando o pagode” (2005), o tropicalista Tom Zé lançará suas novas idéias no álbum
“Estudando a Bossa – Nordeste Plaza”.
No repertório há canções que fazem menção à onipresente Bossa Nova como, por exemplo, “Outra insensatez”, “Barquinho-Herói” e “João nos tribunais”.
O show de lançamento será realizado no auditório do Ibirapuera nos dias 21 e 22 de novembro às 21 horas. Os ingressos custam 30 reais.

Há quem fale muito mal. Há quem diga que ela nada mais é do que uma cópia – muito mal feita – da mãe. Ainda assim, há muita gente esperando para assistir ao seu show.
Bem, cópia da mãe ou não, Maria Rita é uma boa cantora. Seu show contagia de alguma forma o público e mostra que a filha de Elis também pode cantar. Não comparemos personalidades e estilos incomparáveis. Elis é eterna e Maria Rita mal existe, ainda.
Entre os dias 20 e 23 de novembro, a “polêmica” cantora reapresentará para o público paulistano o seu show “Samba Meu”, nome do CD que já vendeu quase 200 mil cópias.
É ela própria quem assina a produção do seu show, que faz com maestria acompanhada de excelentes músicos no Citibank Hall, em Moema. Para quem pode gastar um pouco, vale a pena presenciar e tirar a própria conclusão sobre a qualidade – ou não – da nova cantora.

É ótimo viajar para lugares já “conhecidos”. Neste caso, estamos falando daqueles que conhecemos por causa de filmes ou documentários que eternizaram nosso destino. Aquela sensação de familiaridade que sentimos ao enxergar determinada ponte ou esquina é sempre inconfundível e valoriza ainda mais a cidade e, obviamente, o cinema.
Tentando quebrar a lista dos já mundialmente famosos táxis amarelos, Central Park, Golden Gate e outras pérolas norte-americanas as quais conferimos em nove de cada dez filmes que assistimos, listarei aqui quatro filmes que retratam um país bem menos visitado pelos turistas brasileiros: o Marrocos.
O Homem que sabia demais (Alfred Hitchock); parcialmente rodado em Marrakesh
O Céu que nos protege (Bernard Bertolucci)
Lawrence da Arábia (David Lean); cenas gravadas em Ouarzazate
Casablanca (Michael Curtiz) *
* Apesar de fielmente retratado, o Marrocos no filme Casablanca é falso, já que o filme foi todo feito nos estúdios de Hollywood
[Via Spintravel]

Johnny Alf, compositor e pianista importante no movimento da Bossa Nova, completa seus 80 anos no ano que vem e receberá uma homenagem ainda este ano.
O projeto “Johnny por seus intérpretes” será conduzido pelas Cantoras do Rádio, famosas por terem interpretado diversas canções do pianista.
Serão três apresentações aos domingos sempre com entrada franca, às 19 horas; cada domingo terá uma das cantoras como principal atração acompanhada por um pianista.
23/11 - Alaíde Costa & Giba Estebez - 19h
30/11 - Claudette Soares & Leandro Braga - 19h
07/12 - Márcia & Giba Estebez -19h
Teatro Décio de Almeida Prado - r. Cojuba, 45, Itaim Bibi, região sul, São Paulo, SP. Tel: 0/xx/11/3079-3438. Dom.: 19h. 170 lugares. Ar-condicionado. Grátis (os ingressos serão distribuídos 1 hora antes de cada show).

Este ano, devido às comemorações dos 50 anos da Bossa Nova, concertos célebres foram promovidos pelo Banco Itaú. Para citar os mais notórios, estão inclusos o caso de João Gilberto e da parceria entre Roberto e Caetano para homenagear o maestro Tom Jobim.
Infelizmente, os ingressos foram colocados a preços extremamente altos e com número limitado, por conta do pouco espaço disponível nos locais do espetáculo. Como já se esperava, foram vistos nos shows celebridades e “intelectuais” em geral, que, com certeza, não ficaram pendurados ao telefone para conseguir um ingresso.
Elitismos à parte, houve rumores de que a dupla faria novos shows, a preços mais acessíveis e encerrariam bem o ano para os que espernearam querendo assistir aos ídolos.
Durante esta semana, no entanto, o banco Itaú afirmou não ter planos de promover novas apresentações da dupla, e ressaltam, “não tem relação com a turbulência econômica”.
Parece que Caetano e Roberto ficarão ainda bem distantes para a maioria...

Lançados em 2004 e 2005, “Ray” e “Johnny & June (Walk the line)”*, respectivamente, são duas cinebiografias que não podem deixar de ser assistidas.
Tanto para amantes da música e dos gêneros (folk, country, jazz, blues) em questão quanto para quem pouco conhece os estilos, o filme cumpre o objetivo de contar a vida de depois mestres da música em pouco mais de 2 horas.
Os dois mestres dos quais estou falando são Ray Charles e Johnny Cash, ambos norte-americanos e com histórias de vida que oscilaram entre glória, fama e inúmeros problemas. Com alguns pontos em comum, como, por exemplo, a morte trágica de um irmão durante a infância e o envolvimento conturbado com o uso de drogas, os dois mostram como conseguiram reverter os problemas em glória novamente.
* O filme “Johnny & June”, apesar de levar o nome da mulher de Cash no título é apenas uma forma de evidenciar a importância que esta teve na sua vida e recuperação, entretanto, o filme é focado na vida e obra de Johnny Cash, que, inevitavelmente, conta com a atuação de June Carter em boa parte do filme.

“Tu que não és um só, és tantos, como este meu Brasil de todos os santos”. Assim Vinícius de Moraes definiu o maestro e multiinstrumentista Moacir Santos, pernambucano e um dos maiores compositores da música brasileira.
Mestre de nomes como Baden Powell, João Donato, Nara Leão, Roberto Menescal e outros, o maestro infelizmente anda apagado da memória dos brasileiros, inclusive entre os que acreditam ser “conhecedores da música”.
O seu primeiro disco, lançado em 1965, levou o nome “Coisas” e hoje é vendido a preços altíssimos em feiras de colecionadores de vinil; lançou também discos nos EUA sendo um deles lançado pelo famoso selo Blue Note.
Para quem ainda não conhece, é recomendado que se busque a obra de Santos a fundo; irá, certamente, ajudar a compreender a música brasileira como um todo. Moacir sabe o que é, como é e onde está a beleza verdadeira do mundo da música.

Foi declarado morto o último integrante da revolucionária banda The Jimi Hendrix Experience.
Mitch Mitchell, 62, baterista da banda entre outubro de 1966 até 1969, além de um músico inovador, foi um grande companheiro de Jimi Hendrix e revolucionou os ritmos do rock e do blues.
Encontrado sem vida em um quarto de hotel - aparentemente devido a causas naturais - estava em turnê com o Experience Hendrix Tour, que homenageava Hendrix. Noel Redding, baixista do trio, morreu no início de 2003.
The Jimi Hendrix Experience, liderado por Jimi Hendrix, existiu somente por pouco mais de 3 anos, todavia, participou de festivais importantíssimos para a história da música como, por exemplo, o Woodstock.
Clássicos como “Purple Haze”, “Fire”, “Hey Joe” e “Voodoo Child” foram gravados nessa época e ainda hoje influenciam novas bandas a inovarem na maneira de fazer música.

Apesar de ser um projeto relativamente ousado, o livro “1001 discos para ouvir antes de morrer” parece não ter desapontado a maioria dos seus leitores. Em listas como esta, divergências de opinião são muito comuns, já que o gosto particular de quem escreve pode interferir em certas escolhas.
Contudo, tentando evitar esses desencontros, 90 jornalistas e críticos foram contratados para fazer parte do grupo que determinou em 960 páginas os 1001 discos para se ouvir antes de ‘ir estudar a geologia dos campos santos’.
O livro prioriza os lançamentos da música nos últimos 50 anos e é divido por décadas, sempre contextualizando historicamente os discos escolhidos. Mesmo dando mais atenção ao rock e ao pop, discos de jazz, blues, punk, disco ou outros tiveram também seu espaço na publicação.
Vendido em média ao preço de 50 reais, o livro é considerado uma ‘bíblia’ para os fãs da música, mostrando curiosidades e evidenciando artistas e discos que você talvez nunca tenha ouvido falar sobre.

Aberto gratuitamente ao público desde o dia 1º de novembro e com previsão de encerramento para o próximo dia 30, a exposição “Um século de Concreto Armado no Brasil” reúne em um só espaço arquitetura e fotografia.
Seguindo uma linha cronológica, as fotos – de Lamberto Scipioni – evidenciam a contribuição brasileira na arquitetura e engenharia do concreto armado. O texto de apresentação da mostra, escrito pelo também arquiteto Paulo Mendes da Rocha, ressalta a importância do “saber ver”.
Estão expostas 90 fotografias coloridas que podem ser vistas na Caixa Cultura – Paulista (Conjunto Nacional, Av. Paulista 2083) de terça a sábado, das 9:00 às 21:00 horas, e aos domingos, das 10:00 às 21:00 horas.