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		<title><![CDATA[Escafandro.org - Seção: Crônicas]]></title>
		<link><![CDATA[http://escafandro.blogtv.uol.com.br]]></link>
		<description><![CDATA[]]></description>
		<language>pt-br</language>
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			<title><![CDATA[Escafandro.org]]></title>
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			<title><![CDATA[As saudades da Bossa Nova enfim se foram...]]></title>
			<link><![CDATA[http://escafandro.blogtv.uol.com.br/2008/11/02/as-saudades-da-bossa-nova-enfim-se-foram]]></link>
			<description><![CDATA[	<div>			<div>Seção Crônicas</a></div>			<div>Postado em 2/11/2008 14:38 por Gabriel Vituri</div><br/>		<p><img height="213" width="323" alt="" src="http://escafandro.blogtv.uol.com.br/img/Image/escafandro/2008/Outubro/rj.jpg" /><br /><br />Que material cultural também é mercadoria, não é novidade pra ninguém. Todavia, o que se constatou durante o ano todo foi um aproveitamento mórbido da comemoração dos 50 anos da Bossa Nova.<br /><br />Não dá para dizer também que o aniversário de meio século da batida musical brasileira não gerou bons frutos; exposições sobre o movimento muito bem produzidas e ótimas reportagens publicadas nos veículos de comunicação mostram que houve empenho para comemorar a data com estilo.<br /><br />Mas ainda assim, mesmo que João Gilberto tenha resolvido reaparecer no seu &ldquo;país do coração&rdquo;, pouquíssimos tiveram o privilégio de conferir o seu concerto e de outras grandes estrelas em evidência na música brasileira, como, por exemplo, Caetano e Roberto Carlos. <br /><br />Por outro lado, editoras e lojas de bens de consumo &ldquo;intelectualizados&rdquo; criaram seções em suas lojas estampando a tal &ldquo;Bossa Nova&rdquo;, lançaram coleções e promoveram shows (alguns gratuitos, é verdade) sem saberem ao certo o porquê. <br /><br />Talvez João Donato não esteja sendo tão radical quando diz que cansou de falar de Bossa Nova...</p><br/>			<ul>				<li><a href="http://escafandro.blogtv.uol.com.br/2008/11/02/as-saudades-da-bossa-nova-enfim-se-foram">Permalink</a></li>				<li><a href="http://escafandro.blogtv.uol.com.br/EnvieAmigo.aspx?id=58252">Envie para um(a) Amigo(a)</a></li>				<li><a href="http://escafandro.blogtv.uol.com.br/2008/11/02/as-saudades-da-bossa-nova-enfim-se-foram#comments">Comentários [0]</a></li>			</ul></div> </p>]]></description>
			<author><![CDATA[gabriel_vituri@blogtvinc.com]]></author>
			<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
			<comments><![CDATA[http://escafandro.blogtv.uol.com.br/2008/11/02/as-saudades-da-bossa-nova-enfim-se-foram]]></comments>
			<pubDate><![CDATA[Sun, 02 Nov 2008 14:38:00 GMT]]></pubDate>
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			<title><![CDATA[Flores e ditados]]></title>
			<link><![CDATA[http://escafandro.blogtv.uol.com.br/2008/08/28/flores-e-ditados]]></link>
			<description><![CDATA[	<div>			<div>Seção Crônicas</a></div>			<div>Postado em 28/8/2008 17:28 por Alexandre Aragão</div><br/>		<p><img width="350" height="452" src="http://escafandro.blogtv.uol.com.br/img/Image/escafandro/2008/Agosto/policial-travesti.jpg" alt="" /><br /><br />&nbsp;&nbsp;&nbsp; Caiu no chão. A pequena peça prateada, antes pendurada a pendular, pendeu e pôs-se no chão. Rolou, descansando no fundo do bueiro. Valquíria, 21 anos, um travesti &ldquo;muito bem montado, sim sinhô&rdquo;, entrou em desespero. Afinal de contas, encontrar um brinco tão lindo naquela altura do centro da cidade, já tão longe da estação República do Metrô, era quase impossível. Nessa horas, a vaidade não falta a nenhuma mulher &ndash; nem às quase-mulheres.<br />&nbsp;&nbsp; &nbsp;- Ou você engole a Selva de Pedra, ou a cidade engole você!<br />&nbsp;&nbsp; &nbsp;Valquíria, flor que não se cheira, certamente engolia a cidade. Desse modo, não poderia deixar desfalcado seu conjunto de corrente e brincos assim, facilmente.<br /><br />
<div style="margin-left: 160px;">***<br /></div>
<br />&nbsp;&nbsp; &nbsp;Distraído, Cabo Ferreira passava pela Rua Vitória fazendo vista grossa aos trabalhadores noturnos. A bordo de sua patrulha motorizada, virou à esquerda na Rua Do Triunfo. Gostava da combinação, Vitória e Triunfo. Apesar da calmaria, não pôde deixar de notar uma &ndash; à primeira vista &ndash; mulher, enfiando o braço até a altura do ombro dentro de uma boca-de-lobo, em posição nada confortável. Mesmo filho de nordestino cabra-macho, Cabo Ferreira acostumou-se sem esforço algum à vida pouco ortodoxa das madrugadas de São Paulo. Raros eram os finais de semana que não terminavam em dor de cabeça dominical. Assim, pouco por ofício e muito por safadeza &ndash; afinal de contas já havia requerido os serviços de mulatas algumas vezes &ndash;, Ferreira encostou sua moto ao lado de Valquíria.<br />&nbsp;&nbsp; &nbsp;- A mocinha perdeu alguma coisa? Tô aqui pra manter a ordem, se é que você me entende.<br />&nbsp;&nbsp; &nbsp;A risada do policial, alta e espalhafatosa, acalmou o travesti, aparentemente pouco habituado aos maus-tratos da vida na rua.<br />&nbsp;&nbsp; &nbsp;- Pois é, &ldquo;seu polícia&rdquo;, minha argola caiu no buraco.<br />&nbsp;&nbsp; &nbsp;- Pra mim tuas cadeiras tão no lugar, rapariga. Que história é essa de argola no bueiro?<br />&nbsp;&nbsp; &nbsp;A hostilidade fez Valquíria pensar em desistir de reaver seu tesouro. Suando frio e quase gaguejando, tentou explicar melhor:<br />&nbsp;&nbsp; &nbsp;- Meu brinco, meu brinco. Foi meu brinco de argola que caiu no bueiro.<br />&nbsp;&nbsp; &nbsp;- Ah, tá. Num explica direito, pô!<br />&nbsp;&nbsp; &nbsp;Num ato que beirou a espontaneidade, Cabo Ferreira ficou de cócoras, inclinou-se para frente, e realizou o ato que há quase trinta minutos estava sendo repetido pelo travesti: enfiar o braço dentro da boca-de-lobo e tentar alcançar a argola prateada. Treze centímetros mais baixo que Valquíria &ndash; sem contar o salto agulha, de quinze centímetros &ndash;, o policial realizou essa tentativa mais por instinto que por razão, uma olhada mais criteriosa teria sido suficiente para perceber que seria inútil.<br />&nbsp;&nbsp; &nbsp;- Num tá dando certo! O que a gente faz?</p>		<p>- Quer parar de falar e me ajuda a levantar, traveco sujo?<br />&nbsp;&nbsp; &nbsp;As palavras bateram como pedras nos ouvidos de Valquíria, que engoliu seco e não revidou a provocação. Passados alguns minutos &ndash; e a custo de boa parte paciência de Ferreira &ndash;, os dois chegaram a um método capaz de reaver a argola: a corrente de prata que fazia conjunto com a argola seria descida pelo policial, com um clipe preso à uma das pontas. &ldquo;Mais ou menos que nem na pesca de São João&rdquo;, ilustrou o travesti.<br />&nbsp;&nbsp; &nbsp;Novamente Cabo Ferreira pôs-se de cócoras, inclinou-se afrente e enfiou o braço no bueiro. Nem precisava. Com uma paulada seca e certeira, a cabeça de Ferreira foi projetada e chocou-se contra a guia, vingança instantânea. &ldquo;Ninguém tem sangue de barata&rdquo;, pensou Valquíria, um travesti &ldquo;muito bem montado, sim sinhô&rdquo;, que há 50 minutos tentava recuperar um de seus maiores tesouros de dentro de um bueiro.<br />&nbsp;&nbsp; &nbsp;O 5&ordm; Distrito Policial, na Liberdade, foi onde Valdomiro dos Santos Dias, 27 anos, passou boa parte dos próximos meses. Recebido com honrarias em sua nova hospedagem &ndash; afinal de contas, &ldquo;121 em polícia não é pra qualquer um!&rdquo; &ndash;, Valdomiro, para alegria de seus colegas de cela, continuou exercendo sua profissão com louvor na cadeia.</p><br/>			<ul>				<li><a href="http://escafandro.blogtv.uol.com.br/2008/08/28/flores-e-ditados">Permalink</a></li>				<li><a href="http://escafandro.blogtv.uol.com.br/EnvieAmigo.aspx?id=51456">Envie para um(a) Amigo(a)</a></li>				<li><a href="http://escafandro.blogtv.uol.com.br/2008/08/28/flores-e-ditados#comments">Comentários [0]</a></li>			</ul></div> </p>]]></description>
			<author><![CDATA[alexandre8@blogtvinc.com]]></author>
			<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
			<comments><![CDATA[http://escafandro.blogtv.uol.com.br/2008/08/28/flores-e-ditados]]></comments>
			<pubDate><![CDATA[Thu, 28 Aug 2008 17:28:00 GMT]]></pubDate>
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			<title><![CDATA[O cronista Vinicius de Moraes]]></title>
			<link><![CDATA[http://escafandro.blogtv.uol.com.br/2008/07/25/o-cronista-vinicius-de-moraes]]></link>
			<description><![CDATA[	<div>			<div>Seção Crônicas</a></div>			<div>Postado em 25/7/2008 10:31 por Alexandre Aragão</div><br/>		<p>&quot;Para viver um grande amor&quot;, coletânea de poesias e crônicas escritas, em sua maioria, para o jornal carioca &quot;Última Hora&quot;, mostra uma faceta do mestre Vinicius de Moraes que a maioria não conhece.<br /><br /><img width="400" height="451" src="http://escafandro.blogtv.uol.com.br/img/Image/escafandro/2008/Julho/vinicius-de-moraes.jpg" alt="" /><br /><br />Organizados por Yvonne Barbare, secretária do escritor, os textos que fazem parte da obra têm todos um tema em comum: um grande amor. Isso, claro, é fruto de uma das tantas paixões da vida de Moraes: Maria Lúcia, então esposa do autor, a quem ele descreveu da seguinte forma: &quot;Teu rosto como um templo / Voltado para o Oriente / Remoto como o Nunca / Eterno como o Sempre&quot;.<br /><br />Inspire-se você também por essa ótima obra e, quem sabe, encontre finalmente um grande amor.</p><br/>			<ul>				<li><a href="http://escafandro.blogtv.uol.com.br/2008/07/25/o-cronista-vinicius-de-moraes">Permalink</a></li>				<li><a href="http://escafandro.blogtv.uol.com.br/EnvieAmigo.aspx?id=47070">Envie para um(a) Amigo(a)</a></li>				<li><a href="http://escafandro.blogtv.uol.com.br/2008/07/25/o-cronista-vinicius-de-moraes#comments">Comentários [0]</a></li>			</ul></div> </p>]]></description>
			<author><![CDATA[alexandre8@blogtvinc.com]]></author>
			<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
			<comments><![CDATA[http://escafandro.blogtv.uol.com.br/2008/07/25/o-cronista-vinicius-de-moraes]]></comments>
			<pubDate><![CDATA[Fri, 25 Jul 2008 10:31:00 GMT]]></pubDate>
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